Blog

5 momentos marcantes da viagem para Israel

Cheguei a comentar nas redes sociais, no perfil pessoal, de que a viagem para Israel foi um marco, quebrou paradigmas, me ensinou muita coisa e não falo de história, apesar de também aprender muito mais detalhes, falo sobre o ser humano, sobre pessoas, sobre fé. É o tipo de viagem que faz a gente rever conceitos, eliminar preconceitos, abrir a mente no sentido de se abrir mesmo à todas as versões dos fatos, que faz a gente repensar tudo que julgamos, na verdade, faz repensar se vale julgar. E não vale. Enfim, o que posso dizer é que a viagem foi maravilhosa, principalmente por ter mexido comigo. E que apesar de tudo que falam, tudo que vemos pela TV, tudo que lemos nos jornais, só dá para saber como o país é, como tudo acontece de verdade, indo para lá, sem esquecer de se despir de tudo que você imagina que seja Israel. Resolvi começar a série de posts sobre a viagem com uma lista de 5 momentos marcantes, alguns eu já imaginava que seriam, outros me surpreenderam. (notem.. não é uma lista do que fazer e nem do que mais gostei. e sim de momentos marcantes que eu vivi durante a viagem… e antes que perguntem.. não, eu não vi nada demais em termos de violência, conflitos, ou algo parecido).

 

Via Dolorosa

quase no final da Via Dolorosa, momento da crucificação de Jesus

quase no final da Via Dolorosa, momento da crucificação de Jesus

Sou católica mas não muito praticante. Já participei de encontro de jovens, quando era adolescente, fiz encontro de casal, casei na Igreja e batizei minhas filhas. Em viagens eu costumo sempre visitar Igrejas, seja pela beleza, história, e sempre rezo, agradeço o momento, peço pelas minhas filhas, mas não sou de ir à missa todos os domingos. Já tive momentos marcantes, como ir no Santuário de Fátima em Portugal.  Mas nada se compara à fazer a Via Dolorosa em Jerusalém. Pensei em toda minha família, na oportunidade de estar ali, onde muita gente gostaria de passar um dia, na importância do lugar para os cristãos, na importância do lugar na história, pois a Igreja tem sua importância histórica. Pensei no fato em si de Jesus carregar sua cruz, em direção à morte. E principalmente, senti (apesar de todo comércio em volta, e mais interessante, incluindo de judeus e árabes), uma vibração grande, em função da fé de todos os peregrinos que passavam no lugar.

 

Muro das Lamentações no Shabat 

Shabat no Muro das Lamentações (foto do iphone, pois é proibido fotografar)

Shabat no Muro das Lamentações (foto do iphone, pois é proibido fotografar)

Um dos momentos que me surpreendeu foi visitar o Muro das Lamentações no começo da celebração do Shabat. O Shabat é o dia do descanso semanal para os judeus, que vai do pôr do sol de sexta-feira ao pôr do sol de sábado. Para marcar o início desse dia sagrado, os judeus costumam ir à sinagoga e praticar as rezas que marcam essa passagem. E como o Muro das Lamentações é o lugar mais sagrado do judaísmo, ele se transforma em uma sinagoga a céu aberto, onde os judeus de Jerusalém se reúnem para rezar. Ao chegar no Muro, já de noite, e ver uma multidão rezando, cantando, celebrando com uma alegria que passou uma energia absurdamente forte. Eram crianças, homens, mulheres, e assim como na Via Dolorosa, uma  grande demonstração  de fé, coisa que eu cheguei à conclusão que só Jerusalém pode proporcionar.

 

Mergulhar no Mar Morto

item tickado da lista

item tickado da lista, boiar no Mar Morto

Da série.. itens tickados da bucket list de viagens… Mesmo sendo clichê rs Depois de ir nos fervedouros do Jalapão, onde também não é possível afundar em função da densidade da água, só que no caso do Jalapão, por conta da quantidade de areia, imaginei que seria muito parecido no Mar Morto. E descobri que é bem diferente! A água do Mar Morto é mais densa por conta da quantidade de sal, o que faz não ter nenhuma vida marinha e portanto, ter esse nome. Mas fora o sal, a sensação que se tem é que a água é mais oleosa. E ao contrário do que li, é gostoso ficar boiando, só não pode ficar muito tempo sem beber água.

 

Yad Vashem 

DSC01003_2

Yad Vashem (também não pode fotografar, só nesse ponto)

Depois de já ter visitado outros museus do Holocausto, a gente acha que será tudo muito parecido, chocante como sempre, mas acaba pensando que não será surpreendido. Mas fui. Talvez por termos tido uma visita guiada em português, onde a emoção do guia era passada em sua voz, mas também por estar ali, em um lugar onde os judeus se reergueram, e  claro, principalmente por ver tantas imagens e objetos verídicos do que foi a maior vergonha/absurdo/crueldade da história recente.

 

Nazaré, a terra da infância de Jesus e de árabes muçulmanos

Cenário interessante: parte da faixa de protesto por causa da Basílica, a Basílica atrás e muçulmano passando.

Cenário interessante em Nazaré: parte da faixa de protesto por causa da Basílica, a Basílica atrás e muçulmano passando.

Passamos rapidamente por Nazaré, mas esse pouco tempo na cidade me fez ver um pouco do que é  uma região que é importante para várias religiões ao mesmo tempo. Nazaré é a maior cidade árabe em Israel, onde quase 70% deles são muçulmanos. Mas também é o local onde Jesus passou sua infância, onde  pela tradição católica, a Virgem Maria recebeu a notícia, por um anjo, que estava esperando o filho de Deus. E por esse motivo, é lá que fica a Basílica da Anunciação, e sua gruta seria o lugar onde Maria morou com José. Ao visitarmos a Basílica, onde haviam muitos fiéis cristãos, ouvíamos a todo momento, por auto-falantes, os muçulmanos chamando para a reza. Ao meio-dia, quando a Igreja tocou o sino, ouvimos novamente o som pelo auto-falante, mais alto ainda, numa disputa por quem fazia mais “barulho”, numa nada silenciosa “guerra” religiosa. Na frente da Basílica, uma faixa de protesto em árabe, mostrando claramente que não desejam aquele templo de outra religião no espaço deles. Foi o único lugar que vi uma certa intolerância religiosa, e o que me surpreendeu é que não foi com os judeus, e sim com os católicos.

 

Claro que tiveram outros momentos marcantes… por isso aguardem os próximos posts sobre a viagem.

Leia também

Mar Morto – Israel

O que ver e fazer em Jerusalém

Sobre a viagem

Viajei a convite do Ministério de Turismo de Israel,  e tivemos como Guia durante toda a viagem o Samuel, Guia Brasileiro em Israel, que  virou um amigo, além de explicar tudo com detalhes e imparcialidade. Estavam também no grupo  outros meios de comunicação online:o Márcio do  Catraca Livre, a Monique do  Melhores Destinos , o Guilherme do Adoro Viagem e o Marcel do  UOL.

Administradora, mãe das gêmeas Camila e Letícia, carioca, apaixonada por viajar. Gosto de todas as fases, desde o planejamento até a revelação das fotos. Curto enoturismo, ecoturismo, viagem de luxo, romântica, e principalmente viajar com as filhotas.

Você não está autorizado a visualizar esta parte
O campo App IDotherwise your plugin won't work.

Comments

  • Sheila Laux Naoum
    novembro 18, 2017

    Oi Flávia,Amei o seu artigo,Vou 2 vezes ao Ano a Israel,meu Marido nasceu em Haifa,Israel.
    Sou Apaixonada por .

    reply
  • Vanessa Bohrer
    abril 23, 2015

    Oi Flávia!
    Estive em Israel por dois meses, num intercâmbio. Amei aquele país em todos os sentidos. Foi uma experiência fantástica, inesquecível!
    Pude trabalhar na minha profissão de Arquiteta. Fiquei na Universidade de Haifa.
    É um país altamente desenvolvido. Apesar das adversidades.
    Conheci praticamente todo o país. Recomendo para quem tem curiosidade e mente aberta.

    reply
  • março 12, 2015
    reply
  • Bruna Brito
    janeiro 17, 2015

    Olá Flávia?
    Você foi a Haifa e visitou o Monte Carmelo?

    reply
  • janeiro 16, 2015
    reply
  • Sueli Canosa
    janeiro 8, 2015

    Gostaria se mais informações sobre Bagdá….. Há muito interesse nisso. Obrigada

    reply
  • Juraci Amador Teixeira
    dezembro 27, 2014

    Flávia
    Fiquei emocionada ao ver as fotos de Israel. Lembrei com saudade, algumas passagens da viagem que fiz em 2012. Vou acompanhar as demais fotos que vai publicar, pois você visitou lugares que não foi possível fazer, por causa do pouco espaço de tempo. Obrigada.

    reply

Post a Reply to Voando com a El Al para Israel cancel reply