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Para não errar em uma viagem a negócio para a Arábia Saudita

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Podem falar que estou sendo repetitiva, mas a minha “atração” por ler sobre Dubai me faz vir aqui e falar sobre Dubai.. Tenho revisitado um livro que eu comprei há uns anos “1000 lugares para se conhecer antes de morrer” e li sobre o Mercado do Ouro de Dubai.  É o maior mercado de ouro no mundo  e  fica na Rua Sikkat Al-khail. O interessante, e depois falo mais, é que os produtos a venda são na grande maioria feitos para os homens.

Tenho um conhecido que tem frequentado a Arábia Saudita a negócios e fico curiosa com os custumes e hábitos do Oriente Médio. Ele me falou que a primeira vez que foi pra lá recebeu um “guia” de como se comportar em reuniões de negócios lá.  Vou listar algum desses “procedimentos”:

  •  aperto de mão: apenas entre pessoas do mesmo sexo (a aproximação física é comum entre homens e é possível ver nas ruas homens de mãos dadas e homens que se beijam)
  • entre sexos diferentes, nada de aproximação
  • álcool e carne de porco são vetados pela religião islâmica, isso inclui não usar roupas de couro suíno, é considerado uma indelicadeza
  • mesmo que seja a presidente da companhia, esquecer a representação feminina em negociações, mulheres ocidentais que visitam a Arábia devem respeitar as leis locais, incluindo traje, não usar maquiagem, não dirigir, frequentar a área dos restaurantes reservadas às mulheres. Lá as esposas são excluídas das reuniões sociais. (para se ter uma idéia, quando essa pessoa contou como eram as festas de casamento aqui, a pergunta deles foi se aqui tinha muita Aids por misturar homem com mulher em festas)
  • nunca cruze as pernas: mostrar a sola do sapato se constitui um insulto por ser a parte do corpo mais baixa a entrar em contato com o chão é considerada impura.
  • considera-se a mão esquerda “suja”, portanto evite receber presentes, cartões, cumprimentar e até gesticular com essa mão
  • jamais ofereça presentes à esposa de alguém ou filha, e não abra presentes que receber em público, apenas sozinho
  • nunca fale que a esposa, nem a filha de alguém é bonita, não será considerado elogio..
  • árabes não fecham negócios facilmente, eles precisam ter amizade antes, conhecer as pessoas, portanto muito calma nessa hora.. nada de atropelar a negociação.

Esse conhecido falou vários casos interessantes, lá não se pode fotografar mulheres nas ruas, se for pego pode levar uma pena em praça pública. Na verdade o ideal é não aparecer com a câmera para evitar qualquer coisa. Dirigir lá é impossível, mas por causa das placas… Ele contou que um amigo foi comprar um relógio e perguntou o preço, o vendedor disse , e o amigo falou “ok”. O vendedor  se ofendeu dizendo que não iria vender, que o cliente PRECISA negociar , não pode aceitar de cara o valor.. isto é, qualquer compra tem que ser pechinchada.. E vale a pena. Já ia me esquecendo, como todos os homens lá se vestem igual, de “thoub”, o que mostra quem tem mais dinheiro são os acessórios (jóias, relógios) e a ornamentação da roupa, normalmente banhada a ouro quando o árabe tem dinheiro
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As fotos são do conhecido na Arábia..mais precisamente em Ryad.

Administradora, mãe das gêmeas Camila e Letícia, carioca, apaixonada por viajar. Gosto de todas as fases, desde o planejamento até a revelação das fotos. Curto enoturismo, ecoturismo, viagem de luxo, romântica, e principalmente viajar com as filhotas.

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Comments

  • janeiro 15, 2017

    Oi Flavia
    Estou gostando muito do blog, já estou usando como inspiração para algumas viagens.
    Tenho tremendo fascínio pelo mundo árabe, tanto que em minha primeira viagem internacional já fui para o Marrocos, adorei a experiência. Minha segunda viagem por terras muçulmanas foi a Dubai que, apesar de a maior parte de seus habitantes ser estrangeira, a cultura local prevalece fortemente em todos os aspectos: arquitetura, alimentação e costumes em geral. Uma experiência interessante foi que nos pediram para apagar uma foto que eu e meu marido tiramos dentro de uma mesquita, pelo fato de ele estar com o braço sobre meus ombros. Não vejo a hora de voltar lá e de conhecer outros países da região.

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