Relato de quem voltou agorinha da Disney com uma criança.. muitas dicas!

Gente.. perguntei a uma amiga que acabou de chegar da Disney com sua filhota de 2 anos e pouquinho o que é viajar para lá com uma criança pequena, como foi a viagem e dicas para compartilhar aqui com todos.. Amei tudo que ela escreveu.. e segue o relato dela integral.. aproveitem as dicas..

 Ah.. só um adendo.. ela comenta que viajar para a Disney em janeiro é tudo de bom.. eu que já fui 2 vezes em maio e 1 em outubro também aconselho essas datas.. é só ficar atento para não pegar datas comemorativas americanas, porque brasileiro quase não aparece por lá nesses meses..dá para ir nos parques aquáticos e não tem fila. me lembro que fiquei na montanha russa do Hulk durante um tempão sem pegar fila, saía e entrava de novo.. rs..

 

Magic Kingdon

Magic Kingdon

Viagem do leitor  por Renata

Nossa, é tanta coisa a dizer, que dá até preguiça. Mas acho que vale registrar as dicas e impressões de quem viajaou pra Disney com uma criança de dois anos e quatro meses à tira-colo. Penso que pode ser muito valioso para outras mães e até pra mim mesma, no futuro.

É bom aproveitar enquanto está tudo fresquinho na minha cabeça, senão algumas memórias podem ir se perdendo…então aí vai.

Começando do começo…o planejamento da viagem

Não é a primeira vez que viajamos para a Disney com nossa filha, embora ela seja ainda bem novinha e muita gente até ache loucura ou que não vale à pena fazer uma viagem assim. Minha opinião sincera: vale muito à pena. É cansativo e dá trabalho sim, e é muito diferente do que viajar sozinha ou à dois, sem criança. Mas quem tem filhos está na chuva, e se está na chuva é pra se molhar…e nada melhor que se molhar na Disney, né? 

Sempre que me perguntam com que idade vale mais à pena ir lá, eu só consigo pensar…de zero a oitenta. Sério.  

Mas estou escrevendo pra contar sobre nossa experiência recente.

Dessa vez planejamos tudo com bastante antecedência – se é que isso é possível em se tratando da gente, um casal que costumava começar a arrumar as malas uma hora antes de sair para o aeroporto. Mas com criança a vida muda, inclusive o planejamento das férias.

Questões que considero importantes: 

* Época do ano: adoramos ir pra lá nessa época do ano. Na Florida, o inverno é muito parecido com o do Rio. Temperaturas agradabilíssimas e eventuais frentes-frias que duram dois, no máximo três dias. Esse ano pegamos um dia com temperatura mais baixa, acredito que uns 10oC, e como nossa filha estava com uma gripezinha de tosse, aproveitamos o dia para fazer compras. Embora não tenhamos ido aos parques aquáticos (coisa de carioca que mora pertinho da praia), com as temperaturas que pegamos seria possível aproveitar tranquilamente. Nunca viajei em outra época pra lá, mas de uma coisa tenho certeza: jamais iremos no verão, afinal férias pra mim não são pra enfrentar filas intermináveis e circular em parques lotados, com congestionamento de carrinhos de bebê.

* Passaporte e Visto: Isso é chover no molhado, mas vale lembrar a importância de resolver esses detalhes com bastante antecedência – minha mãe, que não foi conosco dessa vez porque não conseguiu marcar a entrevista para o visto a tempo, que o diga. Soube recentemente que agora está super-complicado também para conseguir passaporte.

* Hotel: com criança pequena, é essencial ficar em um apartamento com infra-estrutura – cozinha equipada e máquinas de lavar e sacar roupa. Muitos resorts oferecem essa infra-estrutura. Confesso que não aproveitamos piscinas, saunas, spas e demais áreas de lazer, pois sempre preferimos curtir os parques e reservar uns dois dias para compras. Já ficamos no Sheraton Vistana Villages e no Westgate Lakes Resort e em ambos ficamos bem instalados.

* Hotel na Disney: na nossa proxima viagem a Orlando, quero experimentar um dos resorts que ficam dentro do Walt Disney World Resort, penso mais especificamente no Contemporary Resort, que fica na área do Magic Kingdom e o monorail que liga o parque aos resorts, ao Epcot e aos parking lots passa no meio dele – não é ao lado ou na frente dele, é dentro mesmo! O único problema é que, à exceção dos hoteis denominados “villas”, acho que nenhum dos resorts tem a infra-estrutura de apartamento a que me referi acima, e aí seria necessário avaliar as facilidades que eles oferecem pra decidir se vale mesmo à pena ficar em um deles. A maior vantagem de se hospedar dentro do Walt Disney World Resort, a meu ver, é ficar bem pertinho dos parques, com facilidade de transporte e horários de parques mais flexíveis. Ficar na área do Magic Kingdom então nem se fala, já que esse é o parque favorito dos pequenos e também o mais muvucado. Pra quem, por exemplo, quer curtir a parada e os fogos à noite, tem que encarar depois a saída do parque, com mais 1 milhão de pessoas, todos ao mesmo tempo, pra pegar o monorail e o carrinho dos parking lots até conseguir achar seu carro e partir de volta para seu hotel. Isso com criança pequena, carrinho, duas bolsas e sacolas de compras, acreditem, é puxado. Aliás a diferença está exatamente aí: passar perrengue sozinho é uma coisa, com filho à tira-colo é muito mais estressante e cansativo. A criança não se cansa, porque quando está cansada dorme em qualquer lugar, a qualquer hora. A gente não. Temos que carregá-la no colo, empurrar carrinho, carregar todas as bolsas, lidar com imprevistos…enfim, parte do planejamento para a viagem é estar preparado para encarar isso em nome das férias em família. No meu caso, confesso que só aprendi com a experiência, mas não me arrependo. As duas vezes em que viajamos para a Disney com nossa filha foram maravilhosas…férias inesquecíveis.

* Passagens aéreas: crianças a partir dos dois anos pagam passagem (70% do valor normal). Costumamos viajar pela American Airlines, por causa das milhas que meu marido acumula, e como uma das nossas passsagens foi de milhagem, não foi nada fácil conseguir lugar. Ainda que não fosse com milhagem, não teríamos conseguido viajar antes – compramos as passagens em outubro. Portanto, a antecedência aqui também é muito importante.

* Aluguel de carro: Em Orlando é essencial alugar um carro. Usamos a Alamo. Já deixamos tudo acertado antes de viajar, o que na minha opinião é melhor, afinal qualquer coisa que facilite a vida depois de horas e mais horas de viagem, imigração, customs, conexão, malas pra lá, malas pra cá etc. é bem vinda. Os preços para aluguel de carro são excelentes nos Estados Unidos, e é obrigatório o uso de assentos especiais para crianças. Para as duas semanas que passamos lá, gastamos em torno de USD 700 com o aluguel do carro e USD 70 com o aluguel do assento.

* Seguro viagem: Tem gente que diz que seguro atrai energias ruins. São o tipo de despesa de que não quero retorno, mas ainda assim recomendo. Seguro saúde, acidentes e bagagem, no caso de viajar com criança, principalmente o primeiro. Adoecer e precisar de médico num lugar onde não conhecemos médicos nem o sistema de saúde deve ser uma loucura. E criança adoece com mais facilidade que a gente. Meu banco – não sei se por conta do cartão de crédito ou se simplesmente porque sou correntista – oferece automaticamente todos esses seguros, além de outras facilidades para viagens. Vale à pena sempre checar com o banco, porque isso deve ser usual. Então é só anotar os níumeros dos telefones para caso seja preciso acionar algum dos seguros e torcer pra não ter que telefonar!

Fazendo as malas

* Roupas: Minha sugestão é de levar o mínimo de roupas possível, pois num apartamento com máquinas de lavar e secar dá pra manter as roupas em dia tranquilamente, além do fato de que invariavelmente muitas roupas novas serão adquiridas por lá. Para essa época do ano, calça jeans, jardineira e camisetas de manga curta são a roupa ideal, mas é importante ter alternativas para caso esfrie, como camisetas de manga comprida, moletons e mesmo casaco mais quentinhos e gorrinhos.

* Farmacinha de emergência: o pediatra da minha filha tem uma lista de medicamentos, desde anti-térmicos, passando por colírios, até um antibiótico. Criança adoece com muito mais facilidade que a gente e a dor de cabeça que deve ser ter que encarar uma busca por médico lá, o que é essencial caso seja necessário medicar a criança, me motivou a comprar todos os itens da lista de remédios e levá-los comigo, torcendo pra não ter que usar nenhum. Felizmente, nunca foi necessário, exceto pelo Tylenol e o Mucossolvan que tive que dar à minha filha por conta de uma febrinha de uma noite e um resfriado de tosse que acometeu a família toda durante as últimas férias.

* Homeopatias: Em casa usamos bastante, mas viajar com os vidrinhos é tão complicado…especialmente para os Estados Unidos. Os remédios de homeopatia não devem passar pelo raio-x, pois podem sofrer alterações em sua estrutura energética. A Nova Era emite, juntamente com a nota fiscal, uma declaração em inglês garantindo a procedência dos remédios, mas quem está acostumado a viajar para os Estados Unidos pode imaginar o sufoco que deve ser ter que convencer aquela galera dos aeroportos a deixar a bolsinha com as homeopatias escapar do raio-x…

* Comidas: comidinha e bebidas para bebês passam tranquilamente pela vigilância, ainda que na bagagem de mão. Já passei até com água de côco e ninguém criou caso. Da última vez, no entanto, estávamos voltando e eu carregava duas garrafinhas de Nesquik fechadas. O fiscal encrencou e queria que eu passasse o conteúdo delas para as mamadeiras, então na confusão acabei deixando as garrafinhas por lá e comprando outras depois que passamos pelo raio-x. 

* Carrinho de bebê: Essenciais, até pra crianças maiores, que já não os usam mais no dia-a-dia. Primeiro porque ficar circulando em aeroportos com malas já é puxado, imagina então carregando criança no colo? Depois, além da espera normal, conexões e tal, entrar nos Estados Unidos é uma via crucis. Imigração, customs, filas, grandes distâncias a percorrer. O carrinho facilita muito a vida. Se não levar de casa, recomendo comprar num Wal Mart da vida, encontra-se carrinhos tipo guarda-chuva a partir de USD10. Nos parques não tem como passar sem eles, e é possível alugá-los por dia, mas sai bem mais caro do que comprar um no esquema a que eu me referi.

* Restrições quanto ao conteúdo da bagagem de mão: importantíssimo se informar antes de fazer as malas, pra não ter que se desfazer de nada no raio-x, abrir mala na hora do check in etc. No site da American Airlines é possível encontrar todos os detalhes a respeito das restrições.

Como fazer com que toda a família aproveite ao máximo

* Uma coisa que aprendemos – e isso vale pra quem viaja sem criança também – é fazer um planejamento diário, um roteirinho a ser seguido. Na Disney nós costumamos pegar o mapinha e o papel com os horários das atrações e sentar num café (ou tomamos café-da-manhã nos parques ou, se já tomamos, aproveitamos pra tomar apenas um expresso), para planejar nosso dia. Porque tem atrações com horas marcadas, como os shows e musicais ao vivo, e as paradas, além de haver horários melhores para determinadas atrações, especialmente para evitar grandes filas. É possível também planejar um esquema para usar os fast-pass com inteligência. Quanto às atrações que tem hora marcada, além de atentar para esse fato na hora de planejar o dia, vale também procurar se informar nos parques com quanto tempo de antecedência é necessário chegar para conseguir entrar. Isso vale para as atrações mais populares, como Believe, o show da beleia Shamu no Sea World, e o musical Finding Nemo, no Animal Kingdom.

* Os fast pass são bilhetes retirados nas entradas de algumas atrações que permitem que a pessoa volte dentro de uma faixa de horário pré-estabelecida e evite filas grandes – as filas pra quem tem fast pass são bem menores, o que não quer dizer que não tenha espera. Dependendo da atração pode ter sim, só que em comparação com a fila normal a espera é bem reduzida. Anyway, se o fast pass é bem usado, acaba sendo uma mão na roda. Um exemplo do que estou falando: nós “tínhamos” que passar pelas fotos com os personagens parques afora, e decidimos que o melhor lugar para as fotos com Michey e companhia era o Epcot (o parque menos muvucado de crianças). Lá tem um espaço fechado em que, de uma vez, a criançada tira foto com Mickey, Minnie, Pateta, Tico e Teco e Pluto. A espera é relativamente longa – uns 40 minutos, mas ainda assim era bem mais tranquilo do que tirar fotos com esses personagens no Magic Kingdom. Fiquei com minha filha lá enquanto meu marido foi ao Soarin’ (nossa filha não tem altura para essa atração). Tínhamos fast pass para ela, então deu tempo para, no período de uma hora, ele ir, nossa filha tirar as fotos, ele voltar e me liberar para que eu fosse. Eles ficaram me esperando na saída e ganhamos um tempão com esse planejamento!

* Uma outra estratégia que costumamos adotar é a de evitar os restaurantes nos horários mais muvucados, assim ao mesmo tempo em que aproveitamos atrações mais tranquilamente, com menos filas, também evitamos congestionamentos na hora de almoçar ou tomar café da manhã.

* Há também atrações que exigem reservas: os restaurantes em que se toma café, almoça ou janta com personagens. Em alguns basta esperar um pouquinho, em outros é preciso fazer reserva uns dias antes e, em outros, como é o caso do restaurante do castelo da Cinderela, é preciso fazer reserva com seis meses de antecedência!

* Infra-estrutura nos parques: Acho que pra quem viaja com crianças que usam fraldas é até mais tranquilo do que pra a aqueles cujos filhos já foram desfraldados ou estão em proceso de desfralde. Mas de qualquer forma há banheiros em todos os cantos dos parques, com infra-estrutura para troca de fraldas. É possível encontrar fraldas à venda, normalmente nos espaços exclusivos para bebês, que possuem inclusive espaços reservados para as mães amamentarem. Isso é, aliás, um problema: Se toda vez que uma mãe quiser amamentar seu filho tiver que ir até um desses espaços (normalmente um a cada parque), o passeio vira um terror. E nos Estados Unidos existe um pouco de estresse em relação à questão da amamentação “em público”. Sinceramente acho isso ridículo, mas sou da opinião de que, se estou lá, vou respeitar a cultura do país, até mesmo pra não me aborrecer. Quando estive lá com minha filha pela primeira vez, embora já grandinha, ela ainda mamava. Eu costumava amamentá-la nos banheiros, sem qualquer conforto, assim evitava constragimentos.

Dicas para os pequenos

Por fim, aí vão umas dicas de atrações, restaurantes e outros lugares que julgo interessantes para os pequenos (bebês, toddlers e pre-schollers), com base na minha experiência:

* Atrações nos parques

O Magic Kingdom é o parque mais muvucado. Quando eu entro lá naquele congestionamento de carrinhos de bebês e olho pra frente e vejo um mar de…carrinhos de bebê, bate um desespero, confesso. Porque eu odeio multidão. Mas, além de ser o parque favorito dos pequenos, o lugar é mágico, e acaba compensando. As áreas de Fantasyland e Mickey’s Toontown Fair são os must sees para os pequerruchos. É impressionante como não só as crianças, mas nós também somos tomados pelo clima de fantasia, e isso acaba valendo para as outras áreas do parque também. Chegar ao parque e passar pela Main Street, com a vista do Castelo da Cinderela à nossa frente, é magia pura. Liberty Square é encantadora, um cenário com toda a tradição da América do passado. Atrações que eu recomendo para os pequenos (ah, aqui são muitas!): pegar o trenzinho na estação da Walt Disney World Rail Road que fica bem na entrada e dar a volta pelo parque; o show Dream Along with Mickey, num palco bem em frente ao castelo, que acontece várias vezes ao dia – mas recomendo assistir a primeira apresentação, só pra reforçar o clima de magia: pode parecer besteira, mas meu coração fica levinho, levinho. E a criançada adora, afinal assistir ao Mickey e companhia, acompanhados das princesas da Disney, Peter Pan e Capitão Gancho, além da bruxa da bela Adormecida, todos juntos num musical lindo, com direito a fogos no final, não é pouca coisa. Em Fantasyland, vale curtir o clima clássico de parque de diversões, nas atrações Cinderella’s Golden Carrousel, Dumbo the Flying Elephant e Mad Tea Party (difícil dizer qual deles é melhor para os pequenos – minha filha AMA o carrossel e ADOROU girar ensandecidamente nas xícaras malucas!). Ainda em Fantasyland, The Many Adventures of Winnie the Pooh, Peter Pan’s Flight e It’s a Small World são atrações que encantam os pequenos, mas para as duas primeiras recomendo seriamente o uso do fast pass, pois estão sempre com filas homéricas. Pra fechar, o 3D Mickey’s Philhar Magic, que agrada a adultos e crianças igualmente e o playground da Floresta dos Cem Acres, Pooh’s Playful Spot, são parada obrigatória. Em Mickey’s Toontown Fair, as casinhas de campo do Mickey e da Minnie são a principal atração (Mickey’s Country House e Minnie’s Country House). Parada quase obrigatória é Toontown Hall of Fame Tent, onde as crianças podem tirar fotos com os personagens, inclusive as princesas. Eu digo quase obrigatória, porque a fila é muito, mas muito grande. E não tem esquema de fast pass, portanto, só serve pra quem tiver paciência pra encarar. Por fim, há um playground bem em frente à saída da casa do Mickey, as criançada adora. Em Adventureland, Jungle Cruise é um passeio de barco divertido, onde se passeia pela floresta amazonica, pela Africa e pela Asia, e para os meninos que são fãs do Jack Sparrow, Pirates of the Caribbean pode ser uma grande pedida. É tudo tão bem feito que a gente jura que é o Johnny Depp em pessoa que esta ali. Em Frontierland, o show audio-animatronics Country Bear Jamboree é engracadinho, e em Liberty Square, minha dica é fazer com a criançada um passeio de barco pelo Mississipi: Liberty square Riverboat. Em Tomorrowland há várias atrações com restrição de altura, mas em compensação há uma das mais divertidas, para adultos e crianças: Buzz Lightyear’s Space Range Spin, um game intergaláctico interativo.

O Animal Kingdom é o parque de que menos gosto. Não era pra ser, porque adoro bichos. Mas todas as vezes que vou lá fico com a sensação de que consegui ver poucas atrações e não aproveitei como gostaria. Acho que é porque lá é muito grande sem parecer ser, e considero o parque o mais difícil de se locomover dentro, pelo menos eu sempre fico meio perdida por lá. Mas há atrações fantásticas para os pequenos (e os grandes) que se empolgam ao ver bichos de verdade: The Oasis Exhibits, localizado bem na entrada do parque, Greeting Trails, em torno da Árvore da Vida (a árvore está para o Animal Kingdom assim como o Castelo da Cinderela está para o Magic Kingdom), Affection Section, onde a criançada pode travar um contato mais próximo com animais como cabras, ovelhas e lhamas, Haharajah Jungle Trek, um passeio por ruínas de um castelo asiático, onde se vê antas, tigres, aves e outros animais daquele continente, e Kilimanjaro Safaris, um passeio num veículo 4×4 pela savana africana, no meio de elefantes, zebras, girafas, antílopes, flamingos, macacos, leões e outros animais. Esse último é imperdível, mas é preciso ter paciência, pois a espera para esse atração é loooonga. Outras atrações desse parque que agradam os pequenos são o 3D It’s Tough to Be a Bug, e os shows Pocahontas and Her Forest Friends, com música e animaizinhos de verdade, Festival of the Lion King, uma super produção de música, dança, acrobacias e malabarismo, e a novidade Finding Nemo The Musical. Esse último é maravilhoso, vale cada minuto de espera! Por fim, em Dinoland há um playground para a criançada brincar e gastar energia, The Boneyard.

No Disney Holywood Studios, os must sees para pequenos são os shows Beauty and the Beast – Live on Stage, uma espécie de compacto do musical da Broadway, lindo por sinal, Playhouse Disney – Live on Stage, com personagens do canal de TV, como Mickey e sua turma, Little Einsteins e Pooh, e Voyage of the Little Mermaid, uma mistura de show com cinema e efeitos especiais, contando a história da sereia Ariel. O 3D dos Muppets, Muppet Vision 3D também é engraçadinho. Nesse parque, curiosamente minha filha adorou uma atração de adultos, o Studio Backlot Tour. Trata-se de um tour guiado que se faz por cenários e objetos usados em filmes, a “fábrica” de roupas dos personagens da Disney e demonstração de efeitos especiais emocionantes, muito interessante.

No Epcot, curiosamente, está a atração que minha filha mais gosta – ela deve ter ido nela pelo menos umas cinco vezes: The Seas with Nemo and Friends. Nesse passeio, o peixinho animado brinca de esconder com seu pai e seus amigos, misturando-se aos peixes de um aquário de verdade. Na saída, a criançada se deslumbra com os aquários, os manatees e o show com os golfinhos que acontece, se não me engano, duas vezes ao dia. Essa é uma das poucas atrações para os pequenos no Epcot, embora seja o melhor parque, na minha opinião, para se passear em família. É o meu parque favorito, adoro a atmosfera de lá. Os jardins são lindíssimos, e passear pelo World Showcase (pavilhões dos países) é muito gostoso. Minha dica é tirar um dia para aproveitar a manhã (a partir das 11 horas) para circular por lá, com calma, curtindo como se fosse um parque normal. Garanto que os pequenos vão adorar respirar um pouco esses ares, no meio da correria que invariavelmente acaba sendo uma viagem à Disney. Outras atrações que minha filha também curtiu lá: Ellen’s Energy Adventure, uma verdadeira aula sobre energia  e recursos com Ellen DeGeneris, com direito a um passeio na era dos dinossauros (foi justamente essa parte que agradou minha pequena); Spaceship Earth, uma viagem no tempo, com direito a um futuro criado por nós mesmos, e é essa parte interativa que torna essa atração interessante para as crianças; El Rio Del Tiempo, um passeio de barco animado com Pato Donald e Zé Carioca, no pavilhão do México. Uma atração que recomendo muito, mas onde só é permitido entrar crianças com mais de 102cm (não é o caso da minha filha), é Soarin’, um simulador de vôo que nos leva a sobrevoar os diversos cenários naturais da California. Por se tratar de uma atração super-popular, vale muito à pena usar o fast pass. 

Também acho a Universal Studios um parque gostoso para passear, e lá tem algumas atrações bem legais para os pequenos. Pra começar, paradas obrigatórias são as atrações Jimmy Neutron’s Nicktoon Blast, um passeio de foguete com Jimmy Neutron onde esbarramos com outros personagens da Nickelodeon, e Shrek 4-D, um cinema mais que 3D, não vou contar porque. Em Woody Woodpecker’s Kidzone, uma área reservada para atrações para a criançada, vale assistir ao encantador show A Day in the Park with Barney, com o dinossauro roxo mais querido do planeta e ao Animal Actors on Location, um show com animais como cães, gatos, araras, águias e outros, e até mesmo um gambá, todos adestrados para participar de filmes. Nessa área há ainda um playground muito divertido, onde vemos as coisas do ponto de vista de um ratinho: Fievel’s Playland, diversão garantida para crianças de todas as idades. Para crianças com mais de três anos certamente há mais atrações, mas minhas dicas ficam limitadas a minha experiência de mãe de uma menininha de dois anos…

O outro parque da Universal, o Islands of Adventure, como o próprio nome já diz, é um parque voltado pra gente grande: crianças maiores, adolescentes e adultos. Mas lá há uma área fantástica exclusiva para os pequenos. E o melhor de tudo: as atrações ficam muito, mas muito mais vazias e tranquilas do que as atrações para crianças pequenas em outros parques. Estou falando de Seuss Landing. Caro-Seuss-el, um carrossel de dragões, The High in the Sky Seuss Trolley Train Ride, passeio num trenzinho que nos permite ver todo o parque do alto, One Fish, Two Fish, Red Fish, Blue Fish, um equivalente à atração Dumbo the Flying Elephant do Magic Kingdom, mas com peixes que voam e muita água. Pra fechar com chave de ouro, um passeio pelo livro The Cat in the Hat, com emoção. Foi aí que eu fiquei com a sensação que minha filha, quando crescer, vai adorar montanhas-russas… O passeio pelo Islands of Adventure superou minhas expctativas por outros motivos. Não gosto de montanhas-russas e emoções fortes, nem mesmo tive oportunidade de conhecer outras atrações por lá, mas áreas como Jurassic Park e Marvel Super Hero Island podem ser bem legais para passear com as crianças.

O Sea World é o último parque de que eu vou falar aqui e, na minha opinião, um dos mais divetidos para os pequenos. Believe, o show da Shamu, a orca que é a estrela e o símbolo do parque, é o must see. Mas é preciso atenção aos horários, pois são somente dois shows por dia. Blue Horizons, um show com golfinhos e araras, também é imperdível. É possível também ver os golfinhos de perto e até alimentá-los, tem diversão maior para a criançada? Em Dolphin Cove, não muito longe da entrada do parque. Parque afora ianda é possível ver tartarugas marinhas gigantes em Turtle Point, pinguins em Penguin Encounter, e passear num túnel, dentro de um gigantesco aquário de tubarões, em Shark Encounter. No final da tarde de um dia de sol, uma boa pedida pode ser um passeio de pedalinho (Paddle Boats) no grande lago que fica no meio do parque. Essas são só algumas das atrações desse parque delicioso. Uma dica importante é o esquema 2nd visit free. No Sea World, ao comprar um ingresso de admissão, o parque convida o visitante para uma outra visita na faixa, enquanto estiver na cidade. E garanto que lá é o tipo de lugar que dá vontade voltar.

* Alimentação

Café da manhã: às vezes tomávamos café no apartamento, às vezes em algum restaurante nos parques ou fora deles. Lugares que eu recomendo: A Bakery da Main Street (café básico, esquema express, mas com boas opções) e The Cystal Palace, a Buffet with Character (um buffet farto em companhia do Pooh, Tigrão, Leitão e Eeyore, com execelentes opções para adultos e crianças – vale lembrar que é recomendável fazer reserva), ambos no Magic Kingdom; Starring Rolls Cafe (básico, mas tem café expresso, croissant, frutas e um bagel com salmão defumado que eu adorei), no Disney Hollywood Studios. Há outros cafés com personagens: no Cinderella’s Royal Table (café com Cinderela e compania, necessário reservar com seis meses de antecedência), no Magic Kingdom; no Donald’s Safari Breakfast at Tusker House Restaurant, no Animal Kingdom (recomendo reservar); no Play’N Dine at Holywood & Vine (buffet em companhia da turma do Playhouse Disney), no Disney Holywood Studios.

Almoço: Nos parques, há restaurantes de estilos e custos bem diversos. Desde fast foods, passando por buffets, até restaurantes a la carte. Todos tem mais de uma opção de prato infantil, o que não quer dizer que todos agradem ao paladar exigente da minha princesinha! ;c) 

No Magic Kingdom, recomendo The Crystal Palace, a Buffet with Character, um buffet com bastante opções, o Cosmic Ray’s Starlight Cafe, esquemão de fastfood, mas também serve comida de verdade, como frango grelhado com purê de batatas ou legumes, além de saladas. O Pinocchio Village Haus é muito legal por parecer uma casa medieval, com pinturas nas paredes e outros detalhes inspirados na história do boneco de madeira cujo nariz cresce quando conta mentiras. É um fast food, mas pode ser uma boa opção num dia mais corrido. Afinal, que criança não gosta de nuggets com batata frita? É possível almoçar com as princesas no Cinderella’s Royal Table, mas como mencionei acima, é preciso fazer reserva com antecedência de seis meses. Seguindo a mesma linha, o Play’N Dine at holywood & Vine, no Disney Holywood Studios oferece a presença de personagens, só que nele quem almoça com a criançada são os personagens do Playhouse Disney. Entre eles, os personagens do Little Einsteins, um dos desenhos favoritos da minha filha. No Animal Kingdom, recomendo o Tusker House, que fica na África, um buffet com opções bem variadas, como os demais restaurantes com esquema de buffet da Disney. O parque com mais variedade de restaurantes, no entanto, é o Epcot. E como não podia deixar de ser, todos com cardápio para os pequenos. Adoramos o Chefs de France e o Tokyo Dining, ambos nos pavilhões dos países. Nesse último, o prato infantil vem servido dentro de uma mini-réplica de um trem japonês. Os parques da Universal são pra mim os piores no quesito alimentação. Pode até ser que eu não tenha sido feliz na escolha dos restaurantes nas vezes em que estive lá, mas essa é minha impressão. O único restaurante que eu recomendo lá é o Thunder Falls Terrace, no Islands of Adventure. O esquema é express, mas tem opções mais saudáveis para crianças pequenas. No Sea World, um almoço fantástico para os pequenos (e para nós também) é no Shark’s Underwater Grill, um restaurantes com áquarios de tubarões em quase todas as paredes. 

Fora dos parques, recomendo o Olive Garden, pois entre as opções de pratos infantis há um macarrão com molho de tomates que agradou muito a minha pequena. Pra quem for almoçar no Florida Mall, há o Buca de Beppo, também italiano. Lá uma das mesas fica propositalmente dentro da cozinha do restaurante! Achei a ideia fantástica, mas para conseguir almoçar ou jantar nela, é preciso fazer reserva. Em Downtown Disney há muitas opções de restaurante, quando estivemos lá numa outra ocasião jantamos no Wolfgang Puck, um restaurante, se não me engano, dividido em salões com esquemas (e preços) diferentes, como express e pizza, buffet e a la carte. Por fim, o restaurante Smokehouse Grill, que fica dentro do Westgate Lakes Resort, onde nos hospedamos. Os grelhados são excelentes, as porções são generosas e crianças não pagam, o que torna a relação custo-benefício desse restaurante excelente. Os pratos infantis são basicamente os tradicionais: cheese macarrone, frango grelhado ou frito com legumes, purê de batatas ou batatas fritas. 

Lanchinhos e que levar para os parques: Eu costumo sempre andar com água e muitas vezes carregava também um ou dois potinhos de papinhas de frutas da Gerber, uma opção para lanche ou sobremesa para as crianças. Mas no parque se encontra de tudo. Sorvetes deliciosos, uvinhas ou outras frutas geladinhas e embaladas com cuidado, chocolates, cookies, leite e achocolatados, iogurte…em outras palavras, não é preciso se preocupar e sair para os parques com muita coisa na bolsa.

Jantar: em geral, nós gostamos de jantar no apartamento. Há um supermercado que adoramos, o Publix. Acho que trata-se de um supermercado regional, onde se encontra de tudo, alimentos frescos, grande variedade de orgânicos de qualidade, farmácia etc. 

Pra quem está com bebês menores, há uma boa variedade de papinhas prontas nos mercados, inclusive orgânicos. A marca predominante é a Gerber, mas há algumas alternativas. Confesso que acho as papinhas salgadas muito sem graça (minha filha também não gosta muito). As papinhas de frutas, no entanto, são gostosas  e servem até pra quem está com crianças maiorezinhas, pois podem ser uma boa alternativa de sobremesa, já que são relativamente saudáveis e muito práticas.

Uma boa dica pra quem sente falta do tempero brasileiro, ou pra quem tem criança pequena, com dificuldade de se adapatar aos hábitos alimentares americanos, é o restaurante Camilla’s e a deli brasileira vizinha ao restaurante, na International Drive. Não conhecemos o restaurante, mas já compramos águinha de côco e pão de queijo na deli.

* Compras

Não quero me estender muito mais, por isso prometo ser breve nas minhas dicas de compras e lojas a visitar com a criançada.

Há muitas lojinhas fofíssimas espalhadas pelos parques, normalmente localizadas junto às atrações as quais se referem. Mas algumas lojas, na minha opinião, merecem destaque:

Emporium, bem no começo da Main Street, no Magic Kingdom (nela tem praticamente tudo que se vende nas outras lojinhas espalhadas pelo parque)

Ye Olde Christmas Shoppe, em Liberty Square, no Magic Kingdom (a loja de Natal – dá vontade de comprar tudo!)

Bibidi Bobidi Boutique, no Magic Kingdom (a loja das princesas!)

The Dino Institute Shop, em Dinoland, no Animal Kingdom

Animation Courtyard Shops, no Disney Holywood Studios (produtos com as marcas dos personagens de Playhouse Disney)

The Living Seas Shop, no Epcot (a lojinha do Nemo e seus amigos)

Mitsukoshi Department Store, no pavilhão do Japão, no Epcot World Showcase (produtos japoneses; muitas coisas fofíssimas, inclusive brinquedos)

The Barney Store, na Universal Studios (tudo do Barney, inclusive livrinhos)

– Betty Boop Store, em Islands of Adventure (eu e minha filha adoramos essa personagem!)

Jusassic Park Discovery Center, em Islands of Adventure

Em Orlando, fora dos parques, há outras lojas que as crianças curtem:

M&M’s shop, no Florida Mall (nem preciso dizer porque)

Toys’R’Us, próxima ao Florida Mall (pegar um carrinho de supermercado e passear por essa mega loja de brinquedos é diversão garantida pra eles e pra gente!)

World of Disney e Bibidi Bobidi Boutique, em Downtown Disney (tem tudo nelas, perfeitas pra comprar aquilo que ficou faltando comprar nas lojas dos parques)

Disney’s Days of Christmas, em Downtown Disney

Por fim, roupas…não que eles gostem de entrar nessas lojas (a minha filha até gosta), mas deixo aqui também algumas dicas de lojas onde gosto de comprar roupas para minha pequena:

GAP Baby (minha loja favorita pra crianças), no Florida Mall

– Children’s Place, também no Florida Mall

Tommy Hilfigher, tanto no Prime Outlet Mall quanto no Orlando Premium Outlets

 Polo Ralph Lauren, idem

– Diesel, no Orlando Premium Outlets

Converse (a loja do All Star!), no Prime Outlet Mall

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