Exploração e maus tratos de animais em shows.. até quando?

isso definitivamente não é da natureza das orcas

Não curto ZOO, não curto atrações de mergulhar com golfinhos, baleias, tubarões que estão em cativeiros, não curto animais em cativeiro de forma geral. Mesmo sendo mãe, acho que minhas filhas poderiam ver os animais ou conhecê-los de outra forma, nem que fosse por fotos e vídeos.  Não é o tipo de entretenimento que eu gosto, aliás, questiono se isso é entretenimento… mas existe gente que paga pra ver isso, e claro.. existe quem lucre com isso. Pra terem noção, eu não curto nem shows de cachorrinhos.. acho um absurdo…

Hoje li a notícia de uma orca que mesmo gravemente ferida estava fazendo parte de um show no Seaworld de San Diego. O parque diz que ninguém viu que a orca estava ferida.. mas me diz como se a platéia fotografou isso? Era algo mais que visível! Isso gerou muitos protestos nos EUA, e não é por menos, e eu me pergunto… porque esse tipo de entretenimento faz sucesso? Hoje em dia nem os circos têm animais…

Sim, eu já fui ao Seaworld muitas vezes, o de Orlando, inclusive você verá posts aqui. Mas não quer dizer que eu curta isso, pelo contrário, eu não assisto a nenhum show com animais, seja lá ou em qualquer parque. Até porque não é só o SeaWorld que usa os animais pra entretenimento, você terá isso na Disney também (Animal Kingdom e até mergulho com golfinho), terá show com animais no Universal Orlando e até na festinha do amiguinho da escola do seu filho, porque tem sempre gente que acha legal.

Uma das pouquíssimas vezes que assisti, foi um pouco depois do ataque de uma orca à uma treinadora e a sua consequente morte. E esses ataques são comuns.. afinal não é da natureza da orca fazer malabarismos, dar beijinhos em shows…  seu lugar é o oceano..  Não curti o show (só assisti o das orcas), pensei o tempo todo na vida totalmente fora de contexto desses animais, fora de seu habitat e seus hábitos naturais… Acho que o parque, no caso específico do SeaWorld,  poderia ser um sucesso sem esse tipo de show e entretenimento e continuar dando lucros, adoro os brinquedos, a Manta, a Mako.. vou lá e passo o dia sem ver nenhum show e brincando bem… existem várias maneiras de divertir sem que pra isso use animais em cativeiro. Inclusive o parque poderia ter esse tema sem ter animais nele!

tubarão que eu encontrei na Praia do Sueste em Noronha

E mais.. não tem preço mergulhar com tartarugas em lugares como Fernando de Noronha.. onde elas estão no seu habitat e simplesmente cruzam com a gente.. assim como já vi tubarão em Noronha também.. Lembro que quando fui a Cozumel, o guia jogava comida de peixe para eles chegarem perto.. e só digo uma coisa.. isso acaba com a magia por mais que a cor do mar do Caribe seja linda! Queria muito que esse tipo de turismo acabasse.. que fosse valorizada a natureza como ela é… e que não existissem mais cativeiros e exploração dos animais. Como diria Lennon, vocês podem dizer que sou uma sonhadora, mas não sou a única..

 

Essa parte editada em 04/10/2012 para colocar o email ,na íntegra ,que recebi do Seaworld a respeito do caso Nakai.Fiquei feliz com a atenção dada, e com as noticias sobre o estado de saúde de Nakai. Segue o email:

Olá Flávia,
 

Recebemos a notificação em nossa página oficial no Twitter e temos todo interesse em enviar nossos esclarecimentos sobre o caso Nakai. Como o canal em português do Twitter é dedicado  exclusivamente aos parques da Flórida, não temos autorização de publicar o texto na integra neste espaço.  Por isso, nosso contato via e-mail.

 
 
 Nota oficial SeaWorld San Diego

Nakai, uma baleia orca de 11 anos, sofreu uma lesão maxilar inferior durante um show no SeaWorld San Diego, Califórnia, na noite de 20 de setembro de 2012 ao nadar com duas outras baleias.

Acredita-se que a lesão ocorreu quando Nakai entrou em contato com uma das partes que formam a borda piscina. Antes de Nakai apresentar a lesão, ele e as duas outras baleias apresentaram um comportamento normal e por esse motivo estavam no show. Após identificada a lesão, Nakai foi rapidamente tratado por veterinários do parque. Ele está recebendo antibióticos e os médicos veterinários estão satisfeitos com o progresso de cicatrização da ferida pois é notável o crescimento de novo tecido na área. Ele já está nadando tranquilamente e interagindo com as outras baleias orcas no complexo de piscinas Shamu Stadium. Os veterinários chegaram ao diagnóstico de que a ferida no maxilar de Nakai não é devido a uma mordida de animal, e que ocorreu quando ele entrou em contato com alguma parte da piscina.

As instalações zoológicas do SeaWorld e os métodos de cuidados ultrapassam os padrões estabelecidos pela Lei de Bem-Estar Animal, sendo referência em todo o mundo. Os animais no Shamu Stadium estão familiarizados uns com os outros, interagem, brincam juntos e se envolvem em comportamento social normal. Nossos treinadores profissionais e veterinários monitoram regularmente as interações dos animais e Nakai se encaixa bem com toda estrutura social existente.

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SeaWorld Parks & Entertainment

Há mais de quatro décadas, o SeaWorld Parks & Entertainment apresenta atrações e espetáculos baseados na filosofia de conscientizar e educar por meio do entretenimento. Todos os nosso animais são embaixadores de mensagens que os visitantes levam para a vida toda. O contato e  a aproximação com a vida animal conscientiza e desenvolve o sentimento sobre preservação, contato e respeito entre homens e animais. O SeaWorld Parks & Entertainment orgulha-se ainda de ser referência no salvamento e reabilitação de animais em risco, desenvolvendo métodos de tratamentos utilizados no mundo todo. Acrescenta-se a este trabalho os programas de reprodução animal de espécies em extinção que os parques realizam em parcerias com órgão e instituições nacionais e internacionais.

Líder mundial em tratamento de animais e conservação ambiental, o SeaWorld Parks & Entertainment já cuidou e reabilitou mais de 60 mil animais incluindo 200 espécies ameaçadas de extinção. Esse comprometimento se estende por todo o mundo: A companhia já contribuiu com US$ 50 milhões em apoio a projetos de conservação, resgate e proteção ambiental. O grupo também mantém uma das mais respeitadas equipes de resgate e reabilitação. O SeaWorld já resgatou em quatro décadas cerca de 20 mil animais órfãos, feridos e doentes. A companhia emprega mais de 20 mil pessoas em todo os Estados Unidos e é parte do portfólio do The Blackstone Group (NYSE:BX).

 

 


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