Vale do Loire… très romantique!

Chateau de Chenonceau

Toda vez que alguém me pergunta qual a viagem mais romântica que já fiz a resposta é dada imediatamente: Vale do Loire. Pense na França e junte os maiores castelos do país em uma área linda cercada pelo rio Loire. Junte isso à proximidade de vinícolas… très romantique !! Afinal.. castelos lembram princesas.. e impossível não se imaginar uma nesse lugar 🙂

O Vale é rico em história e arquitetura. Orléans foi a capital intelectual da França no século 13, atraindo poetas e trovadores, mas a corte medieval, para a nossa alegria, nunca ficava muito tempo na mesma cidade.. e assim surgiram outros castelos sempre às margens do Rio Loire. Chambord e Chenonceau, ambos renascentistas e meus preferidos, permanecem como símbolo do poder da realeza. Infelizmente eu não consegui conhecer todos, passei apenas 3 dias na região, e recomendo que se dedique uns 5 dias à ela.

Fui de carro, saindo de Paris, e acho que essa é a melhor maneira de se aproveitar o lugar, pois o Loire não é um lugar para se conhecer por excursão. As estradas francesas são ótimas e bem sinalizadas. Saí de Paris e fui em direção à Orleáns, meu ponto de partida no Vale do Loire, pela A10. Orléans, que fica a 133 km de Paris,  é uma cidade francesa normal, sem grandes atrativos, mas tem uma grande importãncia histórica: foi lá que Joana d’Arc salvou a França dos ingleses em 1429.

De Orléans fui para Blois, que junto com Amboise são as cidades mais charmosas do Loire e por isso o ideal é escolher uma delas como base para conhecer os outros chateaux. Eu me hospedei no Mercure Blois, no quarto Privilege. Um apto duplex que é uma graça, aconchegante e mesmo não ficando muito tempo no hotel, eu adorei. Blois é daquelas cidadezinhas pra se conhecer  caminhando por suas vielas e ladeiras … não é á toa que tem um percurso à pé, bem sinalizado, a route royale, que leva às mansões nobres e pátios da cidade.

Euzinha com o Chateau de Blois atrás

O Château de Blois foi a principal residência dos reis até  1598, quando Henrique IV tranferiu a realeza para Paris. Foi lá também que Arcebispo de Reims abençoou Joana D’Arc  antes de esta partir com o seu batalhão para combater os ingleses em Orléans. O ponto alto do castelo é a Escadaria de Francisco I – uma obra prima da renascença francesa, construída entre 1515 e 1524.

Chambord

Chambord  fica a 19km de Blois e o seu Chateau é o maior da região.  Sua construção,  idealizada pelo extravagante Francisco I para ser a princípio um pavilhão de caça, começou em 1519 e dizem que a partir de um desenho de Leonardo da Vinci.

uma das 800 salamandras

Cerca de 700 salamandras estão espalhadas pelo castelo, isso porque Francisco I a escolheu como emblema. O ponto alto do castelo é a Grande Escadaria que teria sido projetada por Leonardo da Vinci também.

Grande Escadaria que teria sido projetada por Leonardo da Vinci

O máximo dessa escada , em dupla-hélice, é que quem sobe nunca encontra quem desce (bom naqueles dias que o casal está brigado rs)

 

 

Chateau d’Amboise

Amboise fica a 54km de Chambord e seu castelo é historicamente uma das construções mais importantes da França; Luís XI morou nele, Carlos VII nasceu e morreu nele, Francisco I e Catarina de Médici o visitavam com frequência. O castelo foi palco de uma sangrenta conspiração contra Francisco II em 1560 , a qual 1200 conspiradores tiveram seus corpos pendurados na fachada. Nas muralhas fica a Chapelle St- Hubert onde Leonardo da Vince teria sido enterrado.

Chenonceau

E por fim, 8km depois de Amboise,  fica o mais romântico castelo do Loire:  Chenonceau. Dá vontade de morar lá!  O rio Cher  passa por dentro do castelo em uma galeria de 60m de extensão construída sob arcadas, que se refletem no rio.. lindo de viver!!

Jardins de Catarina de Medice

O interessante é que o castelo tem influência forte das mulheres que viveram lá: Catherine Briçonnet , esposa do primeiro proprietário , construiu o pavilhão das torres e a escadaria de um lance; a amante de Henrique II, Diana de Poitiers, acrescentou os jardins e a ponte sobre os arcos no Rio Cher; Catarina de Medici fez da ponte uma galeria no estilo italiano; Louisa de Lorena, desolada esposa de Henrique III , herdou o castelo em 1590 e pintou os tetos de branco e preto, as cores do luto real. E a influência se dá nos jardins, um é da Catarina de Medici e o outro de Diana de Poitiers. Lindíssimos!

Cozinha de Chenonceau

A cozinha  com alguns utensílios nos faz imaginar como era viver nos áureos tempos do castelo.

 

Chateaux de La Loire

Seguindo em direção de Nantes é possível conher os outros castelos do Loire e acredito que seja uma viagem linda. E fica a dica para uma viagem a dois, romântica, para comemorar uma data especial ou um dia dos namorados. 🙂

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Hotéis Vale do Loire

 

 

 

 

 

 

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