Viajar é Tudo de Bom!!!: Conhecer lugares, experimentar comidas diferentes, aprender sobre outras culturas e compartilhar experiências…

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Ter
27
Mai '08

Mercado do ouro e o mundo árabe!

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Podem falar que estou sendo repetitiva, mas a minha “atração” por ler sobre Dubai me faz vir aqui e falar sobre Dubai.. Tenho revisitado um livro que eu comprei há uns anos “1000 lugares para se conhecer antes de morrer” e li sobre o Mercado do Ouro de Dubai.  É o maior mercado de ouro no mundo  e  fica na Rua Sikkat Al-khail. O interessante, e depois falo mais, é que os produtos a venda são na grande maioria feitos para os homens.

Tenho um conhecido que tem frequentado a Arábia Saudita a negócios e fico curiosa com os custumes e hábitos do Oriente Médio. Ele me falou que a primeira vez que foi pra lá recebeu um “guia” de como se comportar em reuniões de negócios lá.  Vou listar algum desses “procedimentos”:

  •  aperto de mão: apenas entre pessoas do mesmo sexo (a aproximação física é comum entre homens e é possível ver nas ruas homens de mãos dadas e homens que se beijam)
  • entre sexos diferentes, nada de aproximação
  • álcool e carne de porco são vetados pela religião islâmica, isso inclui não usar roupas de couro suíno, é considerado uma indelicadeza
  • mesmo que seja a presidente da companhia, esquecer a representação feminina em negociações, mulheres ocidentais que visitam a Arábia devem respeitar as leis locais, incluindo traje, não usar maquiagem, não dirigir, frequentar a área dos restaurantes reservadas às mulheres. Lá as esposas são excluídas das reuniões sociais. (para se ter uma idéia, quando essa pessoa contou como eram as festas de casamento aqui, a pergunta deles foi se aqui tinha muita Aids por misturar homem com mulher em festas)
  • nunca cruze as pernas: mostrar a sola do sapato se constitui um insulto por ser a parte do corpo mais baixa a entrar em contato com o chão é considerada impura.
  • considera-se a mão esquerda “suja”, portanto evite receber presentes, cartões, cumprimentar e até gesticular com essa mão
  • jamais ofereça presentes à esposa de alguém ou filha, e não abra presentes que receber em público, apenas sozinho
  • nunca fale que a esposa, nem a filha de alguém é bonita, não será considerado elogio..
  • árabes não fecham negócios facilmente, eles precisam ter amizade antes, conhecer as pessoas, portanto muito calma nessa hora.. nada de atropelar a negociação.

Esse conhecido falou vários casos interessantes, lá não se pode fotografar mulheres nas ruas, se for pego pode levar uma pena em praça pública. Na verdade o ideal é não aparecer com a câmera para evitar qualquer coisa. Dirigir lá é impossível, mas por causa das placas… Ele contou que um amigo foi comprar um relógio e perguntou o preço, o vendedor disse , e o amigo falou “ok”. O vendedor  se ofendeu dizendo que não iria vender, que o cliente PRECISA negociar , não pode aceitar de cara o valor.. isto é, qualquer compra tem que ser pechinchada.. E vale a pena. Já ia me esquecendo, como todos os homens lá se vestem igual, de “thoub”, o que mostra quem tem mais dinheiro são os acessórios (jóias, relógios) e a ornamentação da roupa, normalmente banhada a ouro quando o árabe tem dinheiro
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As fotos são do conhecido na Arábia..mais precisamente em Ryad.

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Paris..linda, mas proibida para menores..

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Antes de viajar comprei um livro: Guia Paris com as crianças , de Anna Chaia e Adriana Moller. Isso porque conhecendo Paris e os parisienses, já imaginava o aperto que ia passar. O livro é bom, apesar de não se aprofundar em cada lugar, mas definitivamente a diferença entre bebê e criança aparece mais forte tratando-se de Paris. Logo não funcionou para mim.

Para começar em Paris, não sei porque cargas d’água, não tem produto Nestlé em lugar algum. Aliás, é difícil achar um mercado em Paris, o que torna a tarefa de conseguir algo para as crianças comerem mais difícil ainda.

 Em Paris não fiquei em apart-hotel, preferi ficar perto da Torre, em um bom hotel e que eu teria com certeza um chuveiro decente, isso porque já tinha ficado em um hotel fofo de roteiro de charme em Saint Germain e o chuveiro era uma ducha pendurada que não podia ser ligada sem estar segurando com uma mão. Para quem quer ficar em apart-hotel, recomendo qualquer um da rede Citadines. Tem em quase todos os bairro da cidade.

No primeiro dia fomos levar às meninas para a Eurodisney. Eu já conhecia (em uma ida à Paris em plena greve cultural, você topa fazer tudo que não esperava fazer em Paris), e achei que podia ser legal para elas, até porque o resto dos programas que eu tinha planejado não eram infantis. E aí tive uma boa surpresa, o que na época que eu fui me chocou, não vi em nenhum momento no parque: pessoas fumando em todos os lugares. Já sabia que o fumo tinha diminuído em Paris, mas confesso que não acreditava. Em 2001 ao pedir uma mesa para não fumante, fizeram cara de surpresa e me colocaram ao lado do banheiro.. e essa impressão ruim que ficou na minha cabeça: no parque , pessoas fumando nas filas.

E aí tive aquela sensação que não tinha tido lá, e que temos na Califórnia ou em Orlando: Disney é Disney. E tudo é feito para agradar você , e quando digo tudo é tudo mesmo.

Comida para bebês não se encontra por lá, mas mesmo que as crianças não comam pizza, macarrão, fica difícil elas negarem uma pizza com o formato da carinha do Mickey, ou então o penne a bolonhesa na embalagem da turma toda. Foi só falar que era o “papa do Mickey” que funcionou. 

pizza Mickey
 Vi apenas um trocador no parque todo, mas também não precisava de mais nenhum.. era fantástico, com direito a fraldas e todos os apetrechos para as mães desprevinidas. (nada de graça, claro!). .

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No mesmo espaço, mas separado por paredes, cadeiras de alimentação com o formato da cabeça do Mickey, microondas e tudo para dar a papinha dos bebês. Realmente muito bem feito. Lá que vi uma mãe francesa dando uma papinha pro bebê , reparei a marca e corri atrás de comprar no dia seguinte. Meninas gostaram.

 

 

papinha

Acabei infelizmente conhecendo uma parte do parque que não gostaria de ter conhecido: Primeiros Socorros. Uma das minhas filhas caiu no labirinto e bateu com a cabeça no meio-fio.. Não abriu , mas inchou muito na hora. Fomos super bem atendidos, e em inglês, deram um remédio tipo homeopatia de arnica para não ficar muito roxo, e como estávamos na Disney, para o momento ter um pouco de alegria deram para a minha filha um Atestado de Bravura e coragem, lindo, e assinado pelo Mickey, Pateta, Pluto, enfim, todos da turma, e nominal a ela. Ela com um ano e sete meses não entendeu, mas com certeza daqui a alguns anos vai debochar da irmã que tem um atestado assinado por todos  e a irmã não tem.

O dia seguinte sim, tomamos conhecimento que estávamos em Paris. Confesso que me assustei com a quantidade de scooters espalhadas pela cidade e com a falta de respeito delas com os pedestres. Mesmo com o carrinho de bebê eles vão acelerando para você atravessar mais rápido isso com o sinal aberto para os pedestres… Sentar para comer em uma Brasserie com criança é missão impossível, te tratam mal, e praticamente te convencem que não é bom comer ali.

A sensação que tenho é que não existe bebê por lá.. nem em galerias, em restaurantes, não se encontram trocadores. Descobri um , depois de perguntar mil vezes, em uma loja de fast food na Champs Elysees e fui algumas vezes em dias diferentes. E só.

Todos sabem que o Metrô de Paris é ótimo, porém sem carrinhos de bebê.. todas as conexões são com escadas, nem escada rolante tem, e a tarefa fica super cansativa. Pra compensar a falta de estrutura, quanto mais turístico o lugar, melhor pra levar as crianças, inclusive museu. Isso porque são tantos turistas , e todos falando ao mesmo tempo, que não é a voz de uma criança que vai atrapalhar o passeio dos outros. Na torre, cuidado ao escolher o elevador para subir, se estiver com o carrinho de bebê, isso porque apenas no elevador para deficientes físicos é permitido entrar com o carrinho aberto e o bebê nele, caso erre no elevador, vai ter que tirar o bebê e ainda levar o carrinho desmontado na mão.imgp0283.JPG

A época do ano é importante pois fica muito difícil ir aos bonitos parques e jardins com as crianças com temperaturas baixas. E olha que fui na primavera, mas pegamos 6, 7 graus .. Não consegui deixá-las brincar por exemplo nos lindos jardins de tulleries..

Enfim, Paris é tudo de bom, mas definitivamente sem crianças…

Ter
6
Mai '08

Com 2 bebês em Barcelona..

Taí um lugar da Europa que apesar de ser super turístico , pra dizer a verdade nunca tinha visto tanto turista junto, mas que levar crianças é relativamente tranquilo. Primeiro porque tem shoppings e El Corte Ingles pra tudo quanto é canto, segundo porque tem passeios de sobra pra fazer com o pimpolhos.. Quanto ao El Corte Ingles, fiquei fã: todos os que eu vi e passei tinham no Subsolo 1 um mercado, onde podia comprar frutas, produtos de bebê da Nestlé. No 3o andar geralmente fica as roupas de bebê, o que pras mães consumistas é ótimo.. mas melhor que isso, nesse andar se encontra o fraldário. E para completar, no 5o andar fica o restaurante-café, que sempre conta com atendentes solícitos que esquentam a comidinha, fora que no restaurante também há pratos infantis.

Falando nisso, não sei porque a Nestlé não faz o que faz na Europa aqui no Brasil: o leite de crescimento infantil (seja 1 , 3 ou 5 anos) são líquidos, e não em pó como aqui.. nossa como isso facilita..

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Consegui encontrar comidinha da Nestlé para bebês de 18 meses.. com pedaços, coisa que não encontrei em Lisboa. E já ia me esquecendo, fiz comida no apart. Fiquei no Atenea Aparthotel, que fica quase de esquina com a a Diagonal, mas bem distante do centro. Fica mais perto do estádio do Barcelona. O quarto é bom, uma boa cama de casal e um sofá-cama. e tem uma divisória de ambiente. O melhor mesmo é que tem rede wireless gratuita. Mas se fosse de novo ficaria no Citadines que fica super bem localizado. Também é um apart, e fica nas Ramblas.. ficando lá, dá para ir no quarto almoçar, jantar, sem atrapalhar o dia. Aliás essa rede de apart é super forte em toda a França, em Paris por exemplo são diversas unidades que são diferenciadas pela localização. E com essa localização, o taxi só vai ser usado para ir e voltar do aeroporto. Falando em taxi, existe uma lei que proibe os taxistas de colocar 5 passageiros no taxi, mesmo que 2 passageiros sejam bebês.. enfim.. por várias vezes tivemos que pegar 2 taxis.

Quanto à passear, não faltam opções para ir com crianças. O Zoo é sempre uma boa opção (apesar de eu não suportar, pelos filhos faço esse sacrifício), mas lá fica melhor porque fica dentro do Parc de la Ciutadella e conjugar os 2 programas é tudo de bom.ciutadelaNo Zoo tem restaurante e algumas lanchonetes que até vendem comidas da Nestlé, sucos. Já no Parc você não vai encontrar nada para comer, e isso é até bom.. que lugar delicioso de se passear.. tem um laguinho que se pode passear de barquinho, cachorros brincando, um playground infantil simples, mas que diverte.. enfim.. você nem vê a hora passar, nem as crianças..

Outro passeio imperdível com crianças é o Parc Güell. É entrar e soltar as crianças e passar o dia..e de quebra tirar fotos lindas da cidade. Lá se encontra também o maior banco do mundo, feito de mosaico, lindo.. Teto Parc Güell

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Passear nas Ramblas é um programa obrigatório, e se as crianças sentirem falta do feijão, pão de queijo, farinha, isso tudo pode ser comprado lá no Mercado de La Boqueriaimg_1478.JPG
Nem preciso dizer que ir a Barcelona sem ir na Sagrada Família é não ir a Barcelona. Até porque por mais que você vá sempre para lá , ela nunca estará igual a como você viu antes.. pelo menos até 2030 quando dizem que a grandiosa obra vá finalmente ser finalizada.

Para quem não sabe, Barcelona é a capital da Catalunha, e como toda cidade Catalã, é bilingue:o espanhol (ou castelhano, como preferem os catalães) e o catalão são as línguas oficiais, mas as placas são em catalão mesmo, que mais parece uma mistura de português com espanhol.