Tenho um hábito de pra onde quer que eu vá, eu alugo por pelo menos alguns dias um carro. Independente do lugar, acho que só quando eu fui para Cancun, eu não aluguei um carro e acho que fez falta, porque Playa Del Carmen merecia uma atenção maior que o passeio feito de excursão me proporcionou. Aliás esse é o meu ponto.. isso quando existe a possibilidade de comprar passeios para lugares próximos, fica um gosto de quero mais que me incomoda.. E alugo inclusive na Europa, contrariando toda e qualquer dica que as agências de viagens dão para os passageiros que vão para lá, principalmente cidades como Paris, Roma e nos EUA , Nova York.
Mas eu faço exatamente como falei em um post anterior sobre Noronha: faço todos os passeios , tours, assim quando chego, conheço o que dá pra conhecer a pé, e aí alugo um carro. E vou a lugares não tão turísticos, me aproximando mais dos “locais” e sendo menos turista. Fora que fico imaginando a seguinte situação: a pessoa viaja para Paris, sem carro, e a apenas 200 km dali, estão castelos maravilhosos como Chambord, Chenonceaux, Blois entre outros… e acaba não indo.. ou se contentando em passar uma tarde apenas em um lugar como esse..
Imagino alguém indo para Maceió, linda capital, praias lindas, e a 2 horas de Maragogi.. só que a pessoa não aluga um carro, e os pacotes normalmente não têm um passeio para Maragogi..
Ir a Trancoso e não passar na Praia do Espelho? É como vir ao Rio e perder a oportunidade de conhecer Búzios por não ter carro.
Mais motivos? O motorista e o co-piloto do carro acabam conhecendo mais o lugar, porque precisa conhecer o mapa no seu detalhe, e tudo precisa ser um pouco mais estudado. Flexibilidade, é outro ponto importante. Imaginem ir para Paris e se deparar com uma greve cultural, onde todos os museus de Paris ficam fechados? Perguntinha: existe o que fazer em uma Paris sem museu? Pois isso aconteceu comigo, só que pegamos o carro antes do combinado, fomos para Nice e quando escutamos que havia acabado a greve, encaramos 8 horas de estrada na madrugada e fomos direto para o Louvre. E na Europa ainda tem as pequenas distâncias a favor: numa ida a França você pode dar um pulinho na Holanda ou na Bélgica.
Para os homens tem o apelo de ter a chance de dirigir carros que não existem
aqui por estradas maravilhosas que também não existem por aqui..
Afinal que homem não gostaria de percorrer o trajeto do circuito de rua de formula 1 de Mônaco dirigindo uma Mercedes como essa?

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